22.3.15

Diary | ModaLisboa Curiouser - Day 3

No último dia desta edição da ModaLisboa fui apenas a um desfile: SAYMYNAME. Era suposto ir também a Pedro Pedro, mas se o segundo dia desta edição foi uma surpresa agradável no que a horários diz respeito, o mesmo não se pode dizer do último (nem do primeiro, pelo que ouvi dizer). De qualquer das formas, está claro que vi as fotos de Pedro Pedro com muita atenção e vou deixar-vos também a minha opinião. Não podia também deixar de fazer referência ao desfile de Filipe Faísca, aquele que deve ter sido dos desfiles mais emocionantes desta edição!

SAYMYNAME
Já devem ter ouvido falar da teoria dos "Six Degrees of Separation". Não? Sabem quando conhecem uma pessoa nova e se ela não conhece um amigo vosso, conhece, pelo menos, alguém que conhece um amigo vosso? Pois, esta teoria diz-nos exactamente isso. Que tudo está ligado por um máximo de 6 níveis. E foi esse o mote desta colecção, em que os tons mais claros como o branco ou o rosa "pastilha elástica" contrastaram com o preto e o antracite. E desta vez as t-shirts oversized juntaram-se aos vestidos justos, constituíndo uma opção às peças "extra large" a que Catarina Sequeira já nos habituou. As malhas, identidade da marca, voltaram em força nesta estação, numa colecção jovem e urbana, mas ao mesmo tempo sofisticada. Conseguiu, sem qualquer dúvida, surpreender-me pela positiva!

 
 


Pedro Pedro
  Esta edição da ModaLisboa foi fechada por Pedro Pedro com uma colecção elegante, pautada pelos diferentes materiais e texturas. A paleta de cores esteve essencialmente entre o preto e o cinza, com alguns toques de mostarda e rosa. Chamaram-me especialmente à atenção os vestidos longos e fluídos.  

 


Filípe Faísca
Um dos desfiles que era dos mais aguardados desta edição e que não desiludiu. A colecção, de seu nome "Darling", teve como inspiração os anos 60 e 70, sendo o laranja, o indígo, o nude, o preto e o branco as cores predominantes. Os ponchos em tecidos pesados, os vestidos e as saias com pespontos visíveis, os casacos coloridos em camurça com terminações em pelo e os minivestidos com botas altas mostraram uma coleção a lembrar, ora as groupies dos anos 70, ora as meninas mais chiques dos anos 60. De destacar também o padrão branco com desenhos em preto, numa clara alusão aos desenhos de criança. O designer inspirou-se num texto de Romey Ashley, que pretende passar uma mensagem de amor incondicional e vontade de lutar pela vida. Luta esta pela qual passam milhares de crianças que sofrem de cancro. É por isso que 30% das vendas desta colecção irá reverter a favor da Fundação Osório e Castro, que pretende apoiar as crianças com cancro e as suas famílias. Foi também por isso que o final do desfile foi o mais emocionante de toda a edição, tendo sido celebrado pelas manequins, juntamente com estas crianças.

 


Fonte: Rui Vasco para a ModaLisboa
 
O outfit que escolhi para este dia fica para o próximo post! 

O que acharam destas colecções?

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